Em 31 de março deste ano (2026), a documentação para que o Forró se torne Patrimônio Imaterial da Humanidade foi protocolada na UNESCO, através do Itamaraty.
Entendendo esse processo…
A documentação enviada foi consolidada a partir de um trabalho articulado entre áreas técnicas do Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) e membros da Comunidade Forrozeira organizados como fóruns nos vários estados do nordeste e sudeste do Brasil.
Uma das condições elementares que antecedem essa solicitação de reconhecimento internacional é a conclusão da elaboração de um plano de salvaguarda desse bem cultural registrado no país de origem.
No caso do Forró, a conclusão desse plano de salvaguarda nacional resultou da integração de planos elaborados nos vários estados envolvidos com esse bem cultural (NE e SE), com intensa mobilização e contribuição dos Detentor@s organizados em fóruns sociais, trabalhando conjuntamente com as superintendências do IPHAN. (https://forropatrimoniocultural.art.br/institucional/).

Apesar das etapas desse processo de patrimonialização estarem consolidadas burocraticamente há muitos anos, tanto no reconhecimento nacional como internacional, é necessário um constante tensionamento de cobrança ao Estado pelos Detentores para que se concretize.
Só para exemplificação, há expressões culturais reconhecidas como patrimônio imaterial no país que levaram mais de uma década para a simples conclusão da elaboração de seus planos de salvaguarda. Motivos disso…? Falta de compreensão/organização dos Detentores envolvidos nesse processo ou insuficiência do governo na condução/execução do mesmo? Ou ambos? Para obtenção dessa resposta é preciso analisar caso a caso e os períodos políticos em questão.
Apesar da gigantesca extensão territorial do Forró e o desfavorável período político durante a extinção do MinC, os prazos desses processos foram medianos¹ devido a contínua e insistente pressão de membros dessa Comunidade que tornaram essa causa, uma missão de vida!
Após dossiê entregue, a UNESCO poderá levar entre 3 (três) à 4 (quatro) anos, para análise do processo. Portanto, consideremos receber uma resposta sobre o Forró se tornar patrimônio da humanidade provavelmente em 2030!

Quais os benefícios para os Forrozeiros?!
Poderão ser vários à depender da mobilização da Comunidade Detentora, mas resumidamente e principalmente, valorização internacional do Forró e oportunidades relativas a essa expressão nos países estrangeiros.
Atualmente o Brasil tem 10 (dez) manifestações culturais reconhecidas pela UNESCO, dentre elas podemos destacar a Capoeira e o Frevo!
Seguem os links:
¹ 11 (onze) anos para concluir o processo de reconhecimento do Forró como patrimônio do país (2011 a 2021) e 4 (quatro) anos pra concluir o plano de salvaguarda nacional (2022 a 2025).